A última semana foi bem movimentada por aqui. Eu tinha que fazer meu registro de estrangeiros em Freiburg e a Katrin sugeriu que nós fossemos de carro daqui de Bonn até lá. Saímos na sexta por volta das 19 horas (lembrando, aqui só escurece às 22 no verao). Nossa primeira parada foi em Heidelberg, onde mora um casal de amigos dela. Heidelberg é razoavelmente famosa pela universidade, a mais antiga em território alemao atual e considerada uma das melhores do país. Assim que chegamos, jantamos um Schnitzel, que é tipo um bife de porco a milanesa bem típico daqui, com batatas. Eu e o amigo da Katrin tomamos cerveja de trigo, que aparentemente nao é uma das preferências femininas aqui pois as meninas ficaram com suas pilsens. Depois do jantar tomei mais uma bebida tipica, um Schnaps, que é meio que uma bebida com sabor, no caso de maca verde. As cervejas e o Schnaps deram uma ondinha em todos e nos fomos pra uma festinha na rua dos bares dos estudantes. O lugar era super interessante, todo de pedra, parecendo uma caverna. A musica tb estava ótima, posso dizer que eu ja fui na minha primeira nigh indie na Alemanha. No dia segunte, fomos conhecer a cidade. Heidelberg sempre foi uma cidade pequena e, como tal, foi poupada pelos bombardeios da segunda guerra, por isso preservou bastante do centro antigo. Muitias casinhas tradicionais, daquelas típicas alemas, com o calcamento das ruas de pedra etc. Fomos tb ao castelo de Heidelberg, que é o ponto turístico principal da cidade. Na verdade, sao apenas as ruínas do castelo, com algumas atracoes internas, como o Großes Fass, Grande Barril de vinho, capaz de armazenar cerca de 220.000 litros de vinho. Tem foto dele no meu Orkut.
Na quarta a noite fomos pra Tübingen, onde a Katrin estudou. A cidade é pequena e muito bonitinha. Passamos uma noite muito legal na república das amigas da Katrin e no dia seguinte também demos umas voltas pela cidade. À noite fomos beber num bar bem copo sujo, yeah!!
Sexta foi um dia super corrido. Demos um pulo em Freiburg, mas nao ficamos mais de meia hora pq a Katrin tinha que ir pra Frankfurt pra passar o fim de semana com as amigas e eu tinha que vir pra Bonn pois no sábado eu iria pra Paris. Fomos entao pra Frankfurt, demos uma volta rápida perto da estacao de trem, a única atracao por perto era o Banco Central Europeu. De Frankfurt, eu iria pra uma cidadezinha perto, chamada Eschborn, onde eu pegaria uma carona de volta pra Bonn (e onde fica a sede da GTZ).
Aliás, essa coisa da carona merece um parágrafo. Aqui existe um sistema, chamado mitfahrgelegenheit, no qual voce procura por pessoas que estejam indo pro mesmo lugar que vc, pega os contatos dela e combina uma carona por um preco determinado. Sai bem mais barato que um trem, eu paguei 10 Euros de Frankfurt a Bonn, de trem sairia 35. Parece uma insanidade pra nós acostumados à inseguranca do Brasil, mas por aqui é uma coisa bastante comum e muito usada. Foi tudo ótimo, passei a viagem conversando com um estudante de engenharia argelino muito figura.
Sábado de manhazinha fui pra Paris. Viagem de trem, passando por Bruxelas. O caminho deve ser lindo, mas eu nao aguentei e dormi quase tudo, de Aachen até 100 metros antes da Gare du Nord. Problemas com as máquinas imbecis francesas que nao funcionam com notas, só moedas, pulo rápido na catedral de Notre Dame, mais metrô, encontro com a Mel no hotel e andar andar andar andar. Paris é realmente linda e imponente, eu entendo pq as pessoas se apaixonam pela cidade e tal. Mas eu pessoalmente achei tudo muito over, tudo exagerado demais, meio forcado, ostentacao demais pro meu gosto. Além de tudo custar muuuuuito mais que na Alemanha. Mas valeu demais o passei pela cidade, na próxima eu vou tentar entrar de fato nos lugares e nao apenas olhar de fora como eu fiz dessa vez.
Já o show foi demais, nao pelo U2, claro, que nao me convence mesmo. Mas a emocao de estar em um estádio em que foi disputada uma final de Copa do Mundo (mesmo sendo aquela ridícula final de 98), na data da final (fato que, para a minha imensa vergonha, passou despercebido por mim até o Bono himself me lembrar no meio do show), sentando mais ou menos no círculo central, foi demais. Mais pra frente, o estádio lotou e foi lindo. Lindo também foi o show de abertura, do Kaiser Chiefs, que eu obviamente gostei muito mais do que do show do U2 (pros que nao sabem, o título é o refrao da última música do show), apesar dos momentos rockstar desnecessários do vocalista. O show do U2 nao foi ruim, aliás mt pelo contrário, como espetáculo é demais mesmo, a estrutura, as luzes, a demagogia (eles distribuiram mascaras da Aung San Suu Kyi pras pessoas usarem quando eles tocassem Walk On e teve discurso do Desmond Tutu projetado no telao), tudo. Mas na musica mesmo, que é o que importa, o U2 é como o Fluminense, uma banda bacana, que nunca fez mal a ninguém e só. Segunda de manha tambem andei um tanto pela cidade, visitando os must see da cidade e acompanhando a Mel nas compras (morando na Alemanha eu acho Paris caríssimo. Pra Mel, que mora em Genebra, é o paraíso).
Agora estou de volta a Bonn! Essa semana vai ser mais tranquila, pra compras de notebook, máquina fotográfica, celular etc. Checkem orkut e facebook pra fotos!!
Olá filho, parece que você ficou meio decepcionado com Paris? Gostei muito das fotos, o verão por aí é muito bonito. Ficou pouco tempo em Freiburg, você conseguiu o tal visto? Não tem fotos de Paris? Qual é a próxima parada?
Beijos
Caurosa (o pai)
Acho que eu vou achar Paris legal quando eu tiver 50 anos e um monte de dinheiro pra gastar.